10 março 2008
Palavras para partilhar
Só se dá valor ao açúcar depois de se provar cloroquina.
Uma adivinha (via Hernâni):
Como se faz uma omeleta de chocolate?
Alguém se atreve a uma resposta?
(Já agora, descobri que, correctamente, se escreve omeleta e não omelete!)
Quem estiver pensar em viajar baratinho aqui fica a dica :)
Lisboa afinal integra a lista de capitais europeias com hostéis e nem estamos nada mal: “ o Travellers, fundado por dois amigos amantes das viagens, foi o 2.º hostel melhor classificado pelos utilizadores do hostelworld, o Rossio Plaza foi o 3.º e o Lisbon Lounge Hotel conquistou o 6.º lugar.” In http://blogs.publico.pt/fugas
O Hostelworld é um entre muitos sistemas de reservas de alojamento online, neste caso especializado em hostéis, segmento em que, de facto, se anuncia como líder.
07 março 2008
DIM
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
04 março 2008
O mundo também tem destes pés...
Big foot mostrou-me um pedaço de Angola:
http://www.youtube.com/watch?v=kMOxUZAHNLk
Vale a pena ver, ainda que a digestão possa ser complicada...
29 fevereiro 2008
Pés às escuras
(O post não é sobre esta evidência, mas apeteceu-me começar assim)
Andou a circular via correio electrónico uma mensagem de apelo ao bem estar do planeta onde temos os pés. Para que ele "respire", sugere-se que, entre as 19:55h e as 20:00h, todas as luzes e todos os electrodomésticos sejam desligados, por esses cantinhos da Terra.
É uma atitude. Veremos no que dá...
28 fevereiro 2008
O segredo da vida
Gosto de ler os livros do angolano Pepetela. Mas tenho de confessar que não consgui passar muito além das primeiras páginas de Jaime Bunda e a Morte do Americano. Entediou-me, ao contrário dos seus outros textos.27 fevereiro 2008
Primeiros passos
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se um descanso por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
26 fevereiro 2008
Pasta Brava

Um pensamento
22 fevereiro 2008
Hora de mudança
20 fevereiro 2008
Raízes
Há pouco tempo, andei por terras revestidas de imbondeiros (ou embondeiros ou ainda baobabs), na provícia do Bengo, em Angola. Este tem as suas raízes em Kakengue. Felizmente, por lá, ninguém teve a ideia do Principezinho, de arrancar todas as plantas do seu asteróide.18 fevereiro 2008
World Press Photo 2008

Espreitem aqui as outras vencedoras:
http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&task=blogsection&id=18&Itemid=187&bandwidth=high
Calcular a pegada de carbono
"Act on CO2" - Calcular a "pegada de carbono"Uma calculadora online que oferece a possibilidade de descobrir a "pegada de carbono" de cada pessoa, utilizando dados e cálculos reconhecidos pelo governo, foi lançada recentemente pelo Ministério do Ambiente do Reino Unido.
Através da calculadora, é possível saber de forma fiável a "pegada de carbono" da su acasa, equipamentos utilizados e transporte.
Pode encontrar a calculadora em www.direct.gov.uk/actonCO2
in INGENIUM Nov/Dez 07
Cá em Portugal também existe a iniciativa Carbono Zero, onde podemos ficar a saber que quantidade de CO2 emitimos para a atmosfera e que iniciativas existem para podermos reduzir e compensar as emissões que lançamos para o planeta:
17 fevereiro 2008
16 fevereiro 2008
Letras para caminhar
14 fevereiro 2008
A história do Valentim
Acreditem na que quiserem. Os brasileiros explicam-na assim:
As comemorações dos Dias dos Namorados possuem várias explicações possíveis, baseadas na tradição cristã, romana e pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome de Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no Século III, em Roma, onde os casais celebram seu dia, em 14 de Fevereiro.
Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II, que queria constituir um exército romano grande e forte, mas não conseguiu atrair muitos soldados, porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias e partirem para a guerra. Assim, o imperador proibiu os casamentos entre jovens e Valentim, revoltado, resolve realizar casamentos secretos. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.
Já na Roma Antiga, a data era celebrada em 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) no festival Os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua namorada durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).
Com o tempo, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França - e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX.
Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.
No Japão existem dois dias dos namorados. O primeiro é 14 de Fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e afins. E no dia 14 de Março é a vez dos homens retribuírem o presente.
http://www.esteticderm.com.br/amenidades/namorados.htm
Dia de São Valentim
A lovestruck Romeo, sings the streets a serenade
Laying everybody low with a love song that he made
Finds a streetlight, steps out of the shade
Says something like, "You and me, babe, how about it?"
Juliet says, "Hey, it's Romeo, you nearly gave me a heart attack"
He's underneath the window, she's singing
"Hey, la, my boyfriend's back
You shouldn't come around here, singing up people like that
Anyway, what you gonna do about it?"
Juliet, the dice was loaded from the start
And I bet, and you exploded in my heart
And I forget, I forget.. the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
Come up on different streets, they both were streets of shame
Both dirty, both mean, yes and the dream was just the same
And I dream your dream for you and now your dream is real
How can you look at me, as if I was just another one of your deals?
Well, you can fall for chains of silver, you can fall for chains of gold
You can fall for pretty strangers and the promises they hold
You promised me everything, you promised me thick and thin, yeah
Now you just say, "Oh, Romeo, yeah, you knowI used to have a scene with him"
Juliet, when we made love, you used to cryI said,
"I love you like the stars above, I love you till I die"
And there's a place for us, you know the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
I can't do the talk, like the talk on the TV
And I can't do a love song, like the way it's meant to be
I can't do everything, but I'd do anything for you
I can't do anything except be in love with you
And all I do is miss you and the way we used to be
All I do is keep the beat, and the bad company
And all I do is kiss you, through the bars of Orion
Juliet, I'd do the stars with you any time
Juliet, when we made love, you used to cryI said,
"I love you like the stars above, I'll love you till I die"
There's a place for us, you know the movie song
When you gonna realize, it was just that the time was wrong, Juliet?
A lovestruck Romeo, he sings the streets of serenade
Laying everybody low with a love song that he made
Find a convenient streetlight, steps out of the shade
He says something like, "You and me, babe, how about it?"
13 fevereiro 2008
não tenham medo de tropeçar e cair ... o que importa mesmo é continuar!!
Subir pelo lado que desce
Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce.
Ouvindo esta frase, imaginei qualquer pessoa nessa acrobacia que as crianças fazem ou tentam fazer: escalar aqueles degraus que nos puxam inexoravelmente para baixo. Perigo, loucura, inocência, ou uma boa metáfora do que fazemos diariamente?
Poucas vezes me deram um símbolo tão adequado para a vida, sobretudo naqueles períodos difíceis em que até pensar em sair da cama dá vontade de desistir. Tudo o que quereríamos era taparmos a cabeça e dormirmos, sem pensarmos em nada, fingindo que não estamos nem aí...
Porque Tanatos, isto é, a voz do poço e da morte, nos convoca a cada minuto para que, enfim, nos entreguemos e acomodemos. Só que acomodar-se é abrir a porta a tudo aquilo que nos faz cúmplices do negativo. Descansaremos, sim, mas tornando-nos filhos do tédio e amantes da pusilanimidade, personagens do teatro daqueles que constantemente desperdiçam os seus próprios talentos e dificultam a vida dos outros.
E o desperdício da nossa vida, talentos e oportunidades é o único débito que no final não se poderá saldar: estaremos no arquivo-morto.
Não que não tenhamos vontade ou motivos para desistir: corrupção, violência, drogas, doença, problemas no emprego, dramas na família, buracos na alma, solidão no casamento a que também nos acomodamos... tudo isso nos sufoca. Sobretudo, se pertencermos ao grupo cujo lema é: Pensar, nem pensar... e a vida que se lixe.
A escada rolante chama-nos para o fundo: não dou mais um passo, não luto, não me sacrifico mais. Para quê mudar, se a maior parte das pessoas nem pensa nisso e vive da mesma maneira, e da mesma maneira vai morrer?
Não vive (nem morrerá) da mesma maneira. Porque só nessa batalha consigo mesmo, percebendo engodos e superando barreiras, podemos também saborear a vida. Que até nos surpreende quando não se esperava, oferecendo-nos novos caminhos e novos desafios.
Mesmo que pareça quase uma condenação, a ideia de que viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce é que nos permite sentir que afinal não somos assim tão insignificantes e tão incapazes.
Então, vamos à escada rolante: aqui e ali até conseguimos saltar degraus de dois em dois, como quando éramos crianças e muito mais livres, mais ousados e mais interessantes.
E porque não? Na pior das hipóteses, caímos, magoamo-nos por dentro e por fora, e podemos ainda uma vez... recomeçar.
Lya Luft
Pensar é transgredir
Lisboa, Presença, 2005
Lisboa-África
Lisboa Invisível
No âmbito do Ciclo Outras Vozes Lisboa-África, o Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, centra-se numa Lisboa que nem sempre está acessível aos olhos de todos. Trata-se dos rituais e culturas dos africanos que vivem na cidade. Em cena de 14 a 24 de Fevereiro.
Em "Lisboa Invisível", dá-se voz a narrativas normalmente emudecidas, encontram-se paradigmas comuns e especificidades e diferenças entre um grande grupo de pessoas com raízes africanas. Em comum, uma língua que os une apesar dos múltiplos sotaques.
TELEFONE
213257650
LOCAL
Lisboa, Teatro Municipal de S. Luiz - R. Antº Maria Cardoso, 38-58
HORARIOS
De 14-02-2008 a 23-02-2008Quarta a sábado às 21h00Domingo às 17h30 (sessão com interpretação em língua gestual portuguesa)
OBSERVAÇÕES
Ciclo Outras Lisboas - África.
ENCENADOR/ES
Miguel Seabra, Natália Luiza
12 fevereiro 2008
Pé em Luanda
07 fevereiro 2008
Dei-me portanto a um exaustivo labor
CICLO RUY DUARTE DE CARVALHO NO CCB
DEI-ME PORTANTO A UM EXAUSTIVO LABOR
11-02-2008 - 19-02-2008
Este novo ciclo do CCB é dedicado a um dos autores mais fecundos do espaço lusófono e da língua portuguesa. Na obra de Ruy Duarte de Carvalho, e em cada um dos seus livros, cruza-se uma rara multiplicidade de textos. É assim que o ficcionista é também etnógrafo e antropólogo, e ainda ensaísta, e a imaginação cinematográfica e fotográfica está sempre presente: quando etnógrafo, a auto-reflexividade do ensaísta cruza-se com o rigor da análise e da descrição; quando fotógrafo ou cineasta, também está presente a densidade do texto escrito, e a atenção do agrónomo para as paisagens geográficas e humanas; e sempre, em todo o seu trabalho, está o poeta, na busca incessante “da adequação da palavra à condição da experiência”, explorando deliberadamente “o miolo semântico das palavras”.
Durante uma semana será lançado um novo livro de Ruy Duarte de Carvalho sobre o cinema e as suas relações com a literatura e a antropologia. Após a leitura de textos, a sua obra escrita será discutida por um conjunto de leitores. Haverá também um debate sobre o lugar da imagem, cinematográfica e fotográfica, no seu trabalho. A exposição, concebida a partir da figura do caleidoscópio, trará a multiplicidade e complexidade da criação do autor angolano. Serão projectadas duas longas-metragens de ficção; e estarão visíveis em monitores uma grande quantidade dos seus documentários. Aspectos da sua obra literária serão também discutidos numa comunidade de leitores. A encenação de Manuel Wiborg, a partir do livro Vou lá visitar pastores, será reposta em dois espectáculos.
06 fevereiro 2008
Templo hindú RADHA-KRISHNA
Mas hoje o meu regresso leva-nos a caminhar para outras culturas e continentes ... até ao Templo Radha-Krishna, um local de culto hindu em Lisboa que tive o prazer de conhecer este fim-de-semana.
Para além de reservado ao culto religioso, também podemos esperimentar a gastronomia caseira indiana.
Se quiserem viajar por momentos, deêm um saltinho até lá!
'RADHA-KRISHNA' DE TELHEIRAS CRESCE TODOS OS ANOS PARA SER O MAIOR DA EUROPA
O templo Radha-Krishna, em Lisboa, é uma obra em permanente construção desde finais de 1989. O local de culto para a população hindu que vive na capital ocupa onze hectares da Alameda Mahatma Gandhi em Telheiras, e quando ficar concluída, será o maior templo da Europa. Este é, no entanto, um objectivo que ainda não tem uma data, uma vez que a conclusão do complexo religioso depende sobretudo dos fundos angariados entre esta comunidade.
O templo Radha-Krishna é uma obra do arquitecto português Augusto da Silva, inspirada no estilo e na tradição arquitectónica indiana dos templos hindus. A parte reservada ao culto religioso, bem como o salão de festas e a cozinha, foram inaugurados em Novembro 1998, mas desde essa data o complexo foi crescendo cada vez mais. Hoje, além da biblioteca, das salas de jogos ou dos espaços destinados à formação profissional, o complexo conta ainda com uma creche, um centro de idosos ou um restaurante vegetariano. Restam ainda outras ambições como criar um posto médico e um pavilhão desportivo.
A Comunidade Hindu de Portugal conta com cerca de 15 mil membros e é reconhecida como uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Mais de 50% desta comunidade vive sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e é principalmente oriunda do Estado indiano de Gujarat.
in http://lisboakamo.blogspot.com/2007/10/outros-credos-salpicam-lisboa.html
Luanda
A contribuir para esse estado são os almoços de trabalho, que têm um "suponhamos" atrás e que acabam por não ser de trabalho, apenas de bom convívio kalu!
Outras novidades de Luanda: a cidade está cheia de polícias; o novo edifício da Sonagol tem um heliporto no telhado; os chineses multiplicam-se; os buracos na rua também; dos candongeuiros nem é bom falar...



